Em operações de e-commerce, marketplaces e centros de distribuição, é bastante comum surgir a seguinte dúvida: é possível imprimir a nota fiscal em impressoras de etiqueta? A resposta é sim. Essa prática tem nome: DANFE Simplificado.
Mais do que uma alternativa técnica, o DANFE Simplificado em etiqueta é hoje uma solução amplamente adotada por empresas. Nesse contexto, ele contribui para ganhar agilidade na expedição, reduzir etapas manuais e manter a padronização logística. Desde o seu lançamento em 2020, esse formato vem sendo cada vez mais utilizado e já está consolidado no comércio eletrônico e na integração com transportadoras.
Neste artigo, explicamos o que é o DANFE Simplificado, por que ele se encaixa bem na rotina logística de operações modernas e quais pontos merecem atenção para sua correta utilização.
O que é o DANFE Simplificado?
DANFE Simplificado (Etiqueta) é a representação gráfica resumida da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), autorizada pela Nota Técnica 2020.004 da SEFAZ.
Ele não substitui a NF-e em si. Ela continua sendo o documento fiscal válido de armazenamento eletrônico. Entretanto, a versão simplificada reúne, de forma objetiva, as informações essenciais para segurança fiscal e transporte.
Na prática, o DANFE Simplificado substitui o tradicional documento A4 de papel por uma etiqueta adesiva colada diretamente na embalagem, contendo dados mais sintéticos e suficientes para a identificação da venda.
Nesse formato, o documento apresenta informações como:
- a descrição “DANFE Simplificado – Etiqueta”;
- dados do emitente: nome ou razão social, UF, CNPJ e inscrição estadual;
- dados gerais da NF-e: tipo de operação (entrada ou saída), série e número da NF-e;
- data de emissão;
- dados do destinatário e do remetente;
- em casos de contingência EPEC, o protocolo de autorização do evento.
Justamente por ser mais compacto, o DANFE Simplificado permite layouts adaptados para impressão em etiqueta. Isso viabiliza seu uso em impressoras térmicas de etiqueta.
Por que o DANFE Simplificado é tão utilizado no e-commerce e em marketplaces?
Desafios do modelo tradicional em papel A4
No comércio eletrônico, a expedição precisa acompanhar o ritmo do volume de pedidos. Em períodos de alta demanda, esse ritmo se intensifica mais, exigindo que a tecnologia acompanhe a velocidade da compra, venda e envio de produtos.
Historicamente, o DANFE é impresso em folha A4 de papel e grudado nas embalagens com fita, ou envelopes plásticos, ou armazenado pelo próprio transportador. Esse modelo apresenta limitações operacionais importantes: o papel pode se perder ou se dissociar da mercadoria correta ao longo da separação, conferência ou transporte.
Vínculo físico entre nota fiscal e volume
O DANFE Simplificado, quando impresso em etiqueta adesiva, é aplicado diretamente na caixa. Dessa forma, cria-se um vínculo físico claro entre o volume e a nota fiscal correspondente. Isso reduz significativamente o risco de troca de mercadorias e traz mais segurança para a expedição e para a transportadora.
Além disso, os sistemas de gestão (ERP, WMS e plataformas de e-commerce) evoluíram para integrar com facilidade os campos essenciais da NF-e. Assim, o DANFE Simplificado se encaixa naturalmente nesses fluxos automatizados, sem necessidade de controles paralelos.
Integração com sistemas e segurança da informação no transporte
Do ponto de vista das transportadoras, a leitura do código de barras ou QR Code ocorre a partir da chave de acesso da NF-e impressa na etiqueta. Com isso, é possível validar a entrega, registrar ocorrências e sincronizar informações diretamente nos sistemas de gestão logística.
Outro benefício relevante está na segurança da informação e na simplificação dos dados. Nesse sentido, o DANFE Simplificado não exibe a descrição detalhada dos produtos. Isso reduz a exposição do conteúdo da carga durante o transporte e mantém visíveis apenas os dados necessários para a conferência fiscal e a operação logística.
Como resultado, esse modelo oferece vantagens claras:
- redução de custos com papel;
- mais agilidade na expedição;
- menor risco de troca de volumes;
- melhor identificação da carga diretamente na embalagem;
- facilidade de consulta da NF-e por fiscalização e consumidor final.
Como estruturar corretamente essa prática na operação?
Em marketplaces, a impressão do DANFE Simplificado em etiqueta costuma ocorrer de forma automática, já integrada à etiqueta de envio. Isso acontece porque essas plataformas controlam todo o fluxo do pedido, da venda à expedição.
Em operações próprias de e-commerce ou em ERPs, o princípio é o mesmo. No entanto, o processo exige alguns cuidados técnicos. Para que o DANFE Simplificado em etiqueta funcione corretamente, a NF-e precisa estar previamente autorizada pela SEFAZ. Somente depois o sistema gera a representação gráfica do documento fiscal.
Nesse processo, o papel do ERP ou sistema emissor é central. É ele que gera automaticamente o DANFE Simplificado após a autorização da NF-e e cria um arquivo próprio para impressão na impressora térmica configurada.
A impressora, por sua vez, atua apenas como meio de saída. Ela não transforma um DANFE A4 em simplificado. Essa adaptação precisa ocorrer no sistema, que deve estar preparado para trabalhar com layouts específicos para etiqueta.
Quando bem configurado, esse fluxo se torna automático, previsível e alinhado às rotinas da expedição.
Boas práticas para impressão do DANFE Simplificado em etiqueta
Alguns cuidados operacionais fazem diferença no dia a dia da expedição e ajudam a evitar falhas ao longo do fluxo logístico. Entre os principais pontos de atenção, destacam-se:
Legibilidade do código de barras ou QR Code
A impressão deve apresentar bom contraste e resolução adequada, garantindo leitura rápida tanto por transportadoras quanto por fiscalizações, sem necessidade de conferências manuais.
Layout compatível com etiqueta
O DANFE Simplificado deve ser gerado pelo sistema já em formato compacto. Ajustes manuais, redimensionamentos ou escalas forçadas podem causar cortes, distorções ou perda de informações importantes.
Uso do formato correto de etiqueta
A SEFAZ estabelece uma largura mínima de 55 mm para o DANFE Simplificado. Contudo, a medida 10×15 cm é a que mais recomendamos. Ela comporta bem todas as informações exigidas e já é amplamente utilizada como padrão de etiqueta de envio, evitando trocas de material na expedição.
Aplicação direta na embalagem
A etiqueta deve ser aplicada de forma visível na caixa ou embalagem, evitando dobras, sobreposições ou áreas sujeitas a atrito durante o transporte, o que pode comprometer a leitura.
Integração com o fluxo de expedição
Para maior eficiência operacional, a impressão do DANFE Simplificado deve ocorrer no mesmo momento da etiqueta de envio. Isso reduz etapas manuais, minimiza confusões entre volumes e contribui para um processo de expedição mais organizado.
Essas boas práticas ajudam a garantir que o DANFE Simplificado cumpra sua função principal: facilitar a identificação e a consulta da NF-e, mantendo o fluxo logístico claro, seguro e sem ruídos operacionais.
Considerações Finais
O uso do DANFE Simplificado em etiqueta torna a operação de venda e envio mais eficiente ao substituir o modelo tradicional em papel A4 por um formato adesivo.
Independentemente do sistema utilizado, é fundamental garantir que a impressão esteja totalmente legível, com insumos de qualidade e a impressora térmica corretamente configurada.
A escolha da etiqueta adequada, com adesivo compatível com o tipo de embalagem e no formato padrão de envio, também contribui para uma expedição eficiente.
Em outro post, falamos sobre as melhores impressoras para e-commerce. Confira AQUI.

